Por Ana Angélica Pequeno
Tribo urbana, expressão ainda ignorada por vários sociólogos, é um grupo de amigos que segue determinado estilo de vida. Cada tribo possui seu jeito próprio de se vestir, suas próprias músicas, esportes que praticam e até gostos sexuais próprios. Membros de tribos urbanas geralmente vivem em grandes metrópoles e são jovens entre quatorze e vinte anos.
Tribo urbana, expressão ainda ignorada por vários sociólogos, é um grupo de amigos que segue determinado estilo de vida. Cada tribo possui seu jeito próprio de se vestir, suas próprias músicas, esportes que praticam e até gostos sexuais próprios. Membros de tribos urbanas geralmente vivem em grandes metrópoles e são jovens entre quatorze e vinte anos.
Atos de Souza Lima, 19 anos, faz parte da tribo dos metaleiros, mas conta não ter nascido com o sangue metal correndo em suas veias. Quando tinha uns 16 anos de idade era considerado o mais nerd de todos os alunos, mas também se achava o patinho feio de todo o colégio. Certo dia Atos se cansou de ser o nerd ignorado e ridicularizado pelos colegas, e tomou uma atitude drástica que visou ofender diretamente seus inimigos de sala de aula, resolveu deixar o cabelo crescer. A princípio, as pessoas apenas pensaram que ele estava algum tempo sem tomar banho, ou sem dinheiro pro barbeiro. Mas logo começaram a notar sua mudança no estilo de roupas: o nerd passou a usar camisetas pretas com desenhos silkados coloridos e nomes de bandas desconhecidas. Juntando com o cabelo comprido, ele foi lentamente se transformando num ser que teoricamente causa mais medo que um menino feio de óculos. Some-se a isso uma dose pesada de musculação (feita por ele para agora poder dar porrada nos mano), ele tornou-se uma criatura quase que aversiva, porém se sentia normal e muito feliz no grupo que o acompanhava. Na verdade, ele conta que continuou sendo zoado do mesmo jeito pelos colegas de classe, mas sentia que eles falavam pelas costas, pois tinham medo do que lhes pudessem acontecer. E de qualquer forma, agora Atos estava com cabelo grande para se esconder de qualquer zoação.
Todo metaleiro adoraria pegar alguma das meninas gostosinhas da classe. Mas ele normalmente é um ser feio e repulsivo que mal consegue falar com as meninas. E as mocinhas gostosinhas estão mais interessadas nos rapazes surfistas e skatistas. Dionízio Silveira Diniz, 23 anos, é skatista de carteirinha e confessa que apesar de não se achar nenhum galã de novela, faz muito sucesso com as garotas. Os skatistas, com seu jeito próprio de vestir, têm inspirado tanto as passarelas do universo fashion quanto a roupa do dia-a-dia. Diz Dionísio “o estilo pré-definido pela sociedade é calça larga, camiseta gigante e tênis ralado. Para a tribo, ser skatista é pensar nele 24 horas, é passar dias tentando uma manobra”, afirma. “Ser skatista é olhar para qualquer lugar e já pensar se dá para andar de skate, é cair e ralar, mas, quando acerta uma manobra, a satisfação vale a pena”.O homem tem uma necessidade de expressão que não se consegue deter. É preciso olhar para as diversas culturas e procurar entendê-las. Não adianta ser a favor ou contra. Sempre acompanharemos diversas tribos juvenis, onde milhares de jovens investem na estética das marcas corporais (tatuagens e piercings), participam de movimentos musicais e desejam se manifestar pela preferência momentânea ou permanente de uma moda ou um artista pop.
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Todo metaleiro adoraria pegar alguma das meninas gostosinhas da classe. Mas ele normalmente é um ser feio e repulsivo que mal consegue falar com as meninas. E as mocinhas gostosinhas estão mais interessadas nos rapazes surfistas e skatistas. Dionízio Silveira Diniz, 23 anos, é skatista de carteirinha e confessa que apesar de não se achar nenhum galã de novela, faz muito sucesso com as garotas. Os skatistas, com seu jeito próprio de vestir, têm inspirado tanto as passarelas do universo fashion quanto a roupa do dia-a-dia. Diz Dionísio “o estilo pré-definido pela sociedade é calça larga, camiseta gigante e tênis ralado. Para a tribo, ser skatista é pensar nele 24 horas, é passar dias tentando uma manobra”, afirma. “Ser skatista é olhar para qualquer lugar e já pensar se dá para andar de skate, é cair e ralar, mas, quando acerta uma manobra, a satisfação vale a pena”.O homem tem uma necessidade de expressão que não se consegue deter. É preciso olhar para as diversas culturas e procurar entendê-las. Não adianta ser a favor ou contra. Sempre acompanharemos diversas tribos juvenis, onde milhares de jovens investem na estética das marcas corporais (tatuagens e piercings), participam de movimentos musicais e desejam se manifestar pela preferência momentânea ou permanente de uma moda ou um artista pop.
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